China y la crisis

Diciembre 3, 2009 por qilombo

En noviembre pasado se vendieron 1.3 milliones de vehículos en China, casi el doble que en Estados Unidos, donde sólo se registraron 775 000 ventas. La americana General Motors vendió, en el mismo mes, más en China que en su propio país. El aumento interanual de las ventas de GM en el país asiático se cifró en el 110%, con un total de 177 339 unidades, por tan sólo 155 427 vehículos vendidos en los Estados Unidos en el mismo período, lo que representó una disminución del 2,2% respecto a noviembre del 2008.

La invasión de las medusas gigantes

Diciembre 2, 2009 por qilombo

A las medusas también se les conoce por el nombre de aguamalas, aguavivas y lágrimas de mar. Algunas pueden llegar a medir hasta dos metros y pesar 220 kilos. Abundan en la aguas de China, aunque últimamente grandes cantidades de esta variedad gigante se han desplazado hasta Japón cabalgando las corrientes marinas. El calentamiento global, en opinión de muchos científicos, tiene mucho que ver con la proliferación de estos organismos marinos en varios puntos del globo. Hace un mes, un barco pesquero de 10 toneladas fue hundido en aguas japonesas con el mar en calma y un cielo radiante; el Diasan Shinsho-maru zozobró cuando la tripulación intentaba izar una red que contenía docenas de medusas de Nomura. Los tres marineros fueron rescatados del mar por otra embarcación similar. Los daños causados a equipamientos pesqueros son considerables: en el 2007 se contabilizaron 15 mil ataques.

Acqua alta

Diciembre 1, 2009 por qilombo

A pesar de haber sido advertidos con antelación, los vecinos de Venecia han sacado la basura como siempre. Ahora, las bolsas flotan a la deriva por toda la ciudad, inundando los canales de inmundicia. El servicio de recogida ha explicado que sus barcos no pueden pasar bajo los puentes cuando el nivel del agua sube hasta los 115 centímetros. Sencillo de explicar, sin barcos no hay recogida.
Por otro lado, algunos peatones corren el riesgo de caer en lo agujeros invisibles de las obras, porque no se han fijado debidamente las tablas que los recubren. Además, en algunos lugares no hay pasarelas y en otros bailan: los venecianos les llaman “ballerine”.

Velado desvelo

Noviembre 29, 2009 por qilombo

No te empeñes en buscarme
porque te perderás tú
sin que llegues a encontrarme:

que entre tantas soledades
perdido y solo, yo no
estoy ya en ninguna parte.

José Bergamín en Velado desvelo

Con Alberti y Altolaguirre durante la guerra de España.

Lévi-Strauss (III)

Noviembre 28, 2009 por qilombo

A mente sistemática de um coração selvagem

por Enrico Comba

O grande antropólogo, que tinha ultrapassado o umbral dos cem anos, morreu em Paris na noite do sábado ao domingo. Seus estudos etnológicos fizeram-lhe compreender que o homem é um “animal simbólico” e que o pensamento funciona em toda a parte segundo mecanismos idênticos. Por isso, não há diferenças substanciais entre as faculdades intelectuais, e nas capacidades reflexivas, das distintas sociedades.

“Odeio as viagens e os exploradores”, uma frase inesquecível, que abre o livro talvez mais lido e conhecido de Claude Lévi-Strauss, Tristes Trópicos (1955), uma frase que fica impressa de jeito inapagável também nos leitores que não odeiam totalmente as viagens e os exploradores, e que preferem aquela literatura de viagens à que a obra tratada contudo pertence, e que estimulou gerações de viajantes e de investigadores a se aventurarem na investigação dos trópicos mais ou menos tristes. Uma frase paradoxal, por conseguinte, que parece resumir as múltiplas paradoxas que caracterizam o pensamento e a obra de Lévi-Strauss; provavelmente o antropólogo mais célebre e influente do século vinte, que no entanto tem deixado mais críticos que alunos, cuja obra é enxergada com veneração e respeito, mas quase sempre é olhada apressadamente pelas gerações recentes de estudiosos.
O antropólogo francês teve a singular fortuna de poder assistir, no curso da sua longa vida, não apenas à cima da sua própria notoriedade e do prestigio académico e científico, mas também ao declínio do interesse pela sua própria obra, até case mesmo o esquecimento, e por último até o descobrimento e reavaliação que se abriu caminho nos últimos anos.

Baixo o signo do universal

A obra imensa e extraordinária de Lévi-Strauss produz a miúdo reacções diversas e diametralmente opostas: alguns admiram-no sem reserva e estão fascinados pelo estilo refinado e elegante, enquanto outros permanecem irritados e intolerantes com a linguagem, as vezes escura, e com uma argumentação fluida e fugidia. Contudo, a figura de Lévi-Strauss marca uma profunda transformação na história da antropologia: a disciplina, apôs haver absorvido os estímulos e as solicitações devidas à sua obra, não foi já a mesma que no princípio. O pensamento do autor de Tristes Trópicos modificou-lhe a fisionomia, o rol e as perspectivas, e renovou-lhe a confiança e a notoriedade. Lévi-Strauss representou um tipo de antropologia diferente daquela que rendeu célebre, por exemplo, Malinowski: uma investigação detalhada e aprofundada de uma singular realidade etnográfica através da investigação longa e sistemática sobre o terreno, o esforço de viver como um nativo e de narrar o significado e as implicações.

A antropologia levi-straussiana e sobretudo uma investigação comparativa de amplo alento, que se propõe explorar o largo espectro das diferenças e das semelhanças entre as sociedades humanas para deitar luz sobre aquilo de universal que compartilham e que as sustentam. A sua obra sobre as Estruturas elementares do parentesco (1949) constituiu durante mais de meio século uma referência obrigada para os estudos antropológicos e sinalizou um giro no modo de enfrentar-se ao estudo dos sistemas sociais. Aquilo que parecia um liame de costumes, usos, regras e proibições, extremamente variáveis de uma cultura a outra, começa a tomar forma baixo o exame rigoroso e sistemático do antropólogo, mostrando a existência de uma série de princípios fundamentais que estão na base de toda uma vasta série de fenómenos. As diferentes formas de prescrições matrimoniais, que estabelecem com quem é que se pode (ou se deve), e com quem não se pode (ou se deve) esposar, reduzem-se a um número limitado de princípios estruturais referidos ao modelo de intercâmbio.
A aparente desordem e confusão da variabilidade cultural encontra a sua própria justificação e possibilidade de explicação através da individuação de um núcleo de princípios estruturais universais. Talvez um mecanismo demasiado simples para explicar com jeito a multiplicidade de fenómenos e de situações empíricas, como se tem evidenciado em estudos sucessivos, sem embargo o salto de qualidade que esta obra permitiu dar foi imenso e forneceu argumentos ao debate e à reflexão para os cinquenta anos seguintes de estudos e pesquisas. Para Lévi-Strauss, esta procura da ordem no caos das percepções e das representações é uma exigência que se manifesta não apenas no trabalho do investigador, mas também mais geralmente em cada sistema cultural humano. O homem é essencialmente um “animal simbólico”, a sua característica fundamental e universal consiste em construir um sistema de categorias através do que impor ordem e significado no mundo que o rodeia. Do mesmo jeito em que cada língua se funda sobre uma articulação particular e uma escolha de sons, cada cultura elabora um complexo sistema de classificação da realidade, que se baseia também sobre um número limitado de regras e princípios, mas que pode dar lugar a uma imensa variedade de representações. Graças à obra de Lévi-Strauss, em particular ao seu livro sobre o Pensamento selvagem (1962), é que se afirmou amplamente o princípio segundo o qual os povos extra-europeus não são simplesmente dominados por um pensamento “mágico”, por superstições e crenças absurdas e irracionais, de concepções empiricamente infundadas; mas, pelo contrário, dispõem de sistemas complexos e articulados de classificação e de descrição do mundo. O conhecimento do mundo natural, dos animais, das plantas, do território manifestada pelos povos indígenas se revelava, graças às páginas do antropólogo francês, de uma inesperada profundidade e exactidão. Não somente isso, senão também esta propensão a classificar, observar, descrever, Lévi-Strauss referiu-a a uma qualidade intelectiva universal do homem, que é independente das exigências imediatas e de ordem material. A famosa frase, dirigida em modo crítico à teoria utilitarista de Malinowski, na que se diz que os animais são para o pensamento indígena não tanto “bons para comer” quanto sobretudo “bons para pensar”, constitui um momento de giro decisivo para a antropologia: é-lhe restituída de súbito a toda a humanidade, mesmo a mais remota e exótica, a dignidade intelectual, a capacidade de interrogar-se e de observar, a curiosidade de indagar e de descobrir, a necessidade de fazer-se perguntas e de procurar respostas. A muitos antropólogos da segunda metade do novecentos esta ênfase que Lévi-Strauss põe na dimensão intelectual da cultura parece-lhes excessiva e desequilibrada: acusa-se-lhe de intelectualismo e de mentalismo, de ignorar os aspectos mais materiais da existência, como os condicionamentos ecológicos e as exigências da produção económica, a dimensão corpórea e as práticas a elas ligadas. Sem embargo, fica-lhe a Lévi-Strauss o indiscutível mérito de trazer uma lufada de ar fresco a um sector que permanecera longamente embebido em preconceitos arraigados e em perspectivas obsoletas. Sua insistência sobre o facto de que o pensamento humano funciona sobretudo segundo mecanismos idênticos e que os homens “pensaram sempre bem” contribuiu de maneira decisiva a abandonar a ideia de que houvesse diferenças substanciais nas faculdades intelectuais e nas capacidades reflexivas entre as sociedades humanas.

No reino do mito

A partir dos anos cinquenta, os principais trabalhos teóricos de Lévi-Strauss volveram-se a um campo de estudos particulares e, em algum modo, inusual: o dos mitos. A escolha parece aparentemente bizarra: Por que interessar-se durante tantos anos e com tanto empenho com essa massa de histórias improváveis, com esses relatos aparentemente incoerentes e fantasiosos procedentes das distantes selvas do Amazonas, ou dos altiplanos das montanhas Rochosas? Sem embargo, também neste caso, Lévi-Strauss teve peito para mostrar como alem desse conjunto caótico de eventos e narrações que falavam de incestos e assassinatos, de homens e de animais, de sítios misteriosos e de poderes super-humanos, existia uma ordem, um desenho escondido. Sobrepondo e contrastando uma versão com outras, começavam a emergir algumas linhas guia que provavam como os criadores destes relatos tiveram que responder a alguns sérios interrogantes, que nos afectam também a nós, homens e mulheres do século XXI. A analise das mitologias das Américas conduz Lévi-Strauss a singularizar um sistema de pensamento em que a distinção entre a natureza e a cultura desenrola um papel central. Na verdade, segundo Lévi-Strauss, este tema é fundamental para a humanidade no seu conjunto: como explicar de outra maneira a espontânea facilidade com que tendemos a distinguir de jeito neto e preciso entre nós, os humanos, e os outros animais? Por que temos tendência a pôr uma barreira entre nós e, digamos, o cão e o chimpanzé, e talvez estamos dispostos a reconhecer uma certa afinidade maior entre nós e o nosso cãozinho do que com um macaco da selva, quando a distância genética que nos afasta deste último é muito mais pequena da que existe entre nós e o cão, e quando a distância entre cão e macaco e muito mais grande do que a que há entre homens e primatas? Para dar resposta a tais interrogantes faz falta tomar em consideração o rol jogado pelo pensamento simbólico como fonte para a construção de uma ordenação do mundo no que o homem vive. Sem embargo, as diversas sociedades humanas resolvem de modo distinto os mesmos problemas fundamentais e a analise das mitologias ameríndias permite deitar luz sobre as modalidades através das que estas sociedades têm desenrolado a relação entre natureza e cultura. Nas definições do mundo humano e na sua contraposição ao mundo ambiente, muitas culturas americanas sublinharam não tanto a radical e imensurável separação entre uma e outra, quanto de preferência as várias formas de mediação que fazem possível a passagem entre natureza e cultura, entre animalidade e humanidade, entre continuidade e descontinuidade. Nos longos percorridos tortuosos que entram no enredo das mitologias americanas e que se desatam nos quatro livros pesados das Mitológicas (1964-1971), o autor mostra como cada mito pede outros mitos, da mesma povoação e de outras povoações, mais ou menos vizinhas, em um contínuo processo de refracção e de transformação. Do sobrepor-se e do cruzar-se de motivos míticos começa aos poucos a desenhar-se uma certa ordem, na que o tema da cozinha constitui o factor recorrente. O fogo realmente constitui um elemento de distinção por excelência entre os homens, que controlam o fogo e comem comida cozinhada, e os outros animais, que fogem espavoridos com a visão do fogo e que se alimentam de comida crua. O fogo constitui assim um instrumento essencial de transformação: graças ao uso do fogo os homens estão preparados para transformar a comida crua, produto da natureza, em comida cozida, resultado da interferência da cultura. Os mitos que narram a origem do fogo estão então conectados, de várias formas, com outros mitos que contam as origens dos porcos selvagens, que constitui a principal fonte de alimento obtido com a caça, e, portanto, a matéria prima sobre a qual se cultiva a arte da cozinha. Estes por sua vez reclamam outros dois elementos: o tabaco e o mel. Que podem ter em comum o mel e o tabaco e o fogo da cozinha? Lévi-Strauss amostra, com um talento e um requinte de reflexão inigualável, como o mel constituía um tipo de alimento já cozinhado, isto é, preparado no estado natural, e portanto sem interferência do homem. O tabaco, pelo contrário, requer para seu consumo ser queimado; há deste modo um excesso de intervenção cultural, que põe o tabaco em relação com os seres sobrenaturais. Assim, enquanto o mel é um produto elaborado pelos seres não humanos (as abelhas), o tabaco é um produto cujo consumo cultural traz consigo sua destruição, para aspirarem o fume. Todas estas narrações terminam, logo, por falarem das mesmas coisas e por elaborar em diversos modos o tema das múltiplas formas de passagem do mundo natural ao mundo cultural e vice-versa.

Aluno e testemunha dos primitivos

As analises de Lévi-Strauss são complexas, intricadas, desenvolvem-se durante centenas de páginas e não são por conseguinte facilmente navegáveis. Muitos autores consideram-nas elaborações estrambóticas e infundadas. Contudo, o leitor que tenha a paciência de percorrer estas páginas ficará fascinado e entalado por elas: não poderá fugir da sensação de que estas histórias, aparentemente estranhas e desconexas, devem ser tomadas a sério e, com elas, os seus remotos e distantes criadores. E agora a lembrança corre inevitavelmente à aula inaugural, dada em 1960 no Collège de France, ao fim da qual o antropólogo francês quis tornar com o pensamento aos povos da selva tropical perto do quais desenrolara a sua primeira investigação e dos quais se definiu como “ seu aluno e sua testemunha”. Gerações de antropólogos têm-se esforçado e ainda hão-se de esforçar no futuro para desenvolver as profundas consequências e implicações de esta afirmação, em alguns aspectos assombrosa, de Claude Lévi-Strauss.

http://www.esserecomunisti.it/index.aspx?m=77&f=2&IDArticolo=30308

La dictadura argentina 33 años después

Noviembre 27, 2009 por qilombo

No es que en este periódico falten talentos; al contrario, van sobrados como pocos: Verbitski, Gelman, Bayer, Feinmann… Pero igual voy a hacer una alabanza redundante, por innecesaria, por insignificancia del emisor y del mensaje: ¡Qué bueno el artículo de Herman Schiller —¿es argentino o alemán?— en Página12: El judaísmo oficial, la dictadura y el “Pirkei Avot! Con la verdad por delante; decirla es el principal deber del periodista. ¡Qué valientes las palabras pronunciadas en el acto de homenaje a 15 detenidos-desaparecidos judío-argentinos durante la dictadura sanguinaria de Videla!:

“La alta jerarquía de la Iglesia y las fuerzas armadas –decía el comunicado–, dos de los protagonistas de la criminalidad de la dictadura militar, pidieron perdón. Sabemos que fue un acto hipócrita, para adaptarse a los nuevos vientos políticos, porque de ningún modo están arrepentidos de lo que hicieron como autores y cómplices. En cambio, los ‘nuestros’, los del quehacer institucional judeoargentino y los distintos gobiernos israelíes, ni siquiera eso. Y en los últimos tiempos han desatado una feroz ofensiva de autoblanqueo para ocultar su complicidad”. Renée Epelbaum, una de las fundadoras de Madres de Plaza de Mayo, acuñó aquella frase que se hizo carne entre nosotros: “No quisiéramos enterarnos que nuestros hijos judíos fueron asesinados con armas israelíes. Además, recordamos muy bien el manoseo despiadado que recibíamos en la DAIA cuando acudíamos solicitando auxilio en aquellos días de dolor e incertidumbre y nos lanzaban una cachetada en forma de reproche: ‘A ustedes les pasó ESTO porque no les dieron a sus hijos educación sionista’”.

http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-136050-2009-11-27.html

Bien, la dictadura argentina marcó mi vida y la de mi familia para siempre, aunque en menor medida que la de tantos otros. Salimos con vida. Es normal que haya influido en mi manera de ver el mundo y las cosas, aunque a veces preferiría zafar, evadir ese pasado inmodificable. Sin justicia y verdad no cierran las heridas ni hay futuro.

Contra la privatización del agua

Noviembre 27, 2009 por qilombo

Clamor de la Patagonia es un documento conjunto de los obispos patagónicos, chilenos y argentinos, en contra de la privatización y comercialización de este elemento primordial para toda forma de vida. Lamentablemente, estas políticas privatizadoras, propias del coloniaje, son implementadas y/o amparadas por gobiernos “progresistas”: Bachelet y el matrimonio K. La carta petitoria se dirige al presidente de las Naciones Unidas.

CLAMOR DE LA PATAGONIA

Señor

Ban Ki – moon

Secretario General de Naciones Unidas

Nosotros, Obispos de la Iglesia Católica, que vivimos en la Patagonia (Chile y Argentina)

- Conscientes de la enorme responsabilidad de las decisiones de las autoridades políticas de todos los países en relación a la paz social, el desarrollo de los pueblos, el presente y el futuro de la historia, el cambio climático, la energía, el medio ambiente, y en especial del agua;

- Agradecidos y gozosos de vivir en la Patagonia, tierra exuberante bendecida por Dios, en que como pueblos amamos, y por eso queremos proteger, cuidar y respetar;

- Sensiblemente preocupados por las amenazas que sufre la Patagonia por proyectos mineros, hidroeléctricos, acuícolas, forestales y hasta de deshechos nucleares, que herirían grave e irreversiblemente la naturaleza y la vida humana de esta “reserva de vida” del planeta;

- Inspirados por la fe en Dios que nos anima a servir íntegramente a nuestros pueblos;

1. CLAMAMOS

Que en la agenda de la Cumbre de la ONU de Copenhague (7-18 diciembre 2009), se integre el tema AGUA en las discusiones y tenga una importancia relevante en los TRATADOS POST – KIOTO (2012), por cuanto

EL AGUA DULCE:

- Es un elemento VITAL y fuente de vida, que no puede sustituirse;

- Es un don de Dios, como toda vida y fuente de vida (tierra, aire, agua, luz) y por lo tanto:

– Es un derecho humano,

– Es patrimonio común de la humanidad,

-No puede ser privatizado y menos aún mercantilizado,

-Es elemento vital no sólo para la vida, sino también para las culturas, las religiones, la economía, la política;

-Debe ser motivo de solidaridad, justicia y equidad entre los pueblos,

- Sufre una grave CRISIS en todo el planeta, limitando la producción de alimentos, aumentando enfermedades y la atroz muerte de miles de niños, provocando una creciente pobreza por mal uso, contaminación, falta de agua potable, mercantilización (frecuentemente de monopolios), uso exagerado en sectores consumistas;

- Es fuente ya de importantes conflictos en muchos países y entre países en todo el planeta, poniendo en serio riesgo la paz social;

- Es motivo de responsabilidad humana, ética, moral y política de los líderes mundiales para la actual y para las futuras generaciones.

2. PROPONEMOS

Que a la luz de los insistentes llamados del Papa Benedicto XVI, y antes, del querido y recordado Papa Juan Pablo II, a “globalizar la solidaridad” y a “crear un nuevo orden mundial”:

- Se viabilice en tiempos relativamente breves un PLAN MUNDIAL DEL AGUA.

- Se promueva en todos los países la gestión del agua con participación del sector público, del sector privado y de las comunidades y organismos locales, considerando incluso a las cuencas hidrográficas, los glaciares y las aguas subterráneas como BIENES COMUNES.

- La ONU coopere en impulsar y promover una más incisiva cultura de la vida y de la austeridad con los bienes, sobre todo donde la cultura consumista es más depredadora.

De acuerdo al lema propuesto por el Papa Benedicto XVI para su Mensaje del 1 de enero de 2010 “Si quieres cultivar la Paz, cuida la Creación”, desde la Patagonia ayudaremos a tomar conciencia para que el AGUA no llegue a ser el símbolo y el medio de nuevas colonizaciones y esclavitudes del siglo XXI.

Estos clamores y propuestas las confiamos a su consideración para que cada cual asuma las responsabilidades que le corresponden, frente al juicio de la vida y de la historia.

Los Obispos de la Patagonia

Desarrollo rural y paz en Africa

Noviembre 27, 2009 por qilombo

Ahí va un interesante artículo publicado en L’Osservatore Romano:

El desarrollo rural, decisivo para el futuro de Africa
de Pierluigi Natalia

El desarrollo rural —con la consolidación y el relanzamiento, pero también con la modernización de la pequeña agricultura— es un tránsito decisivo y obligado para el futuro de Africa. Lo confirman tanto las previsiones demográficas, como las condiciones actuales: Africa es el continente más expuesto a la amenaza del cambio climático y aquel que está pagando más duramente las distorsiones del mercado internacional de los productos alimentarios.
Sobre este tema se ha celebrado esta semana en Addis Abeba una conferencia continental que ha reunido a un centenar de representantes de organizaciones campesinas, a politicos y dirigentes de entidades internacionales. La conferencia ha extraído conclusiones sobre las aplicaciónes del Comprehensive Africa Agriculture Development Programme (Caadp), un plan apoyado por la Unión Africana a través del programa New Partnership for Africa’s Development (Nepad). Las conclusiones de la reunión en Addis Abeba suministrarán, entre otras cosas, materia para la mesa en lo que respecta a una posición común que Africa tiene la intención de asumir en la inminente conferencia mundial de Copenaghen sobre el cambio climático.
Richard Mkandawire, responsable de las actuaciones del Caadp, al abrir la reunión, ha recordado que el desarrollo agrícola puede ser una potente palanca para el crecimiento económico y un elemento clave en la lucha contra la pobreza, el hambre y la malnutrición. Más allá de esta y de otras afirmaciones de principio, compartidas por todos los participantes, fue significativa la valoración de la actuación efectiva del Caadp, el cual prevee que al menos el diez por ciento de los gastos de los gobiernos africanos sean destinados al sector primario y que la producción agrícola crezca cada año en al menos el 6 por ciento.
Los datos presentados en Addis Abeba no son catastróficos, pero sin embargo no suscitan satisfacción sobre la iniciativa tomada en el contexto del Nepad. Por otra parte, sólo nueve de los cincuenta países de la UA están respetando las prescripciones de gastos, éstos son, Burkina Faso, Etiopia, Ghana, Guinea, Malawi, Mali, Niger y Senegal. Es mejor el porcentaje de países, veinte sobre cincuenta, donde el crecimiento de la producción agrícola está en línea con los objetivos prefijados. Sin embargo, los términos de ese crecimiento inciden todavía en mayor medida sobre los grandes latifundios — con frecuencia en régimen de propiedad internacional y, asimismo, vinculados a los mecanismos comerciales globales— que sobre la agricultura de subsistencia.
También en el reciente encuentro sobre la alimentación organizado por la Fao en Roma, la cuestión central quese hubo de afrontar— desgraciadamente sin compromisos de gasto internacional—- fue aquélla del apoyo a los pequeños campesinos, consistente no sólo en ayuda financiera, sino también en transferencias de tecnología, de electrificación y de irrigación de las zonas rurales, de diversos mecanismos del comercio internacional.
Para Africa, el desafío consiste en superar definitivamente la herencia de los siglos pasados y de los fenómenos de colonización, que han comprometido en gran parte la agricultura de subsistencia. La referencia al legado de la etapa colonial no es inapropiada. En la cumbre de al Fao se discutió, ciertamente, sobre el fenómeno llamado Land Grabbing (apropiación de tierras), el sistema de adquisición de tierras de países del sur del mundo por parte de terceros gobiernos o de negocios multinacionales con la intención de explotar el potencial agrario en tiempos de altos precios de los productos alimentarios. Pero más allá de esta forma de neocolonialismo, en Africa se produce otro problema: en muchos países gran parte de las mejores tierras cultivables está todavía en manos de un reducido número de latifundistas, a menudo de origen europeo.
Todavía hoy las reformas agrarias en Africa colisionan con las consecuencias de la etapa colonial. De ello se está discutiendo en el parlamento de Sudáfrica y de Uganda. En el año 1994, después de las primeras elecciones libres en Sudáfrica, el 80% de la supericie cultivable estaba en manos de la minoría blanca, esto es, de una décima parte de la población. El gobierno se había propuesto el objetivo de redistribuir antes del 2014 el 30% de las propiedades agrícolas entre las comunidades locales que habían perdido las tierras propias después de la introducción del régimen de apartheid, pero hasta ahora sólo ha vuelto a manos de la población originaria del país apenas el 4%. El parlamento ugandés votará esta semana un proyecto de ley para asignar tierras agrícolas a los campesinos que las cultivan desde hace años, pero sin los necesarios títulos de propiedad.
Más generalmente, la lucha contra el hambre a través del apoyo al desarrollo rural atañe directamente a la consturcción de la paz. No se trata sólo de confrontarse sobre el modelo de desarrollo y sobre las aspiraciones de supremacia económica, sino de tomar conciencia de que en el origen de las principales emergencias mundiales está siempre, directa o indirectamente, el hambre y, consecuentemente, la cuestión agraria.

(©L’Osservatore Romano – 27 novembre 2009)

Niños invisibles

Noviembre 27, 2009 por qilombo

800.000 niños y niñas sufren las consecuencias de la violencia de género en España. ¡Como para dar lecciones de derechos humanos a los demás! Lo ha denunciado la organización Save the Children.

“En España existen 800.000 niños y niñas víctimas de violencia de género y, de ellos, 200.000 son hijos e hijas de mujeres que han recibido órdenes de protección. y se calcula que tan sólo el 4% del total reciben atención especializada.”

He aquí un argumento más para ampliar la Ley del Aborto: abortar es más barato que proveer.

http://www.savethechildren.es/det_notyprensa.php?id=115&seccion=Not

La creciente proyección internacional de Lula

Noviembre 26, 2009 por qilombo

Pepe Escobar, corresponsal para Oriente Medio del Asia Times, informa sobre el creciente protagonismo de Lula y Brasil en la diplomacia internacional. Tras recibir al ministro de asuntos exteriores de Israel, al presidente de la Autoridad Palestina y, por último, a Ahmadinejad, Brasil se eleva al nivel de Rusia, China y la India como interlocutor de peso en las relaciones internacionales. Lula manifestó su apoyo a Irán en el derecho que le asiste para utilizar la energía nuclear con fines pacíficos —”lo mismo que nosotros”, señaló el mandatario brasileño— y reafirmó la voluntad de Brasil de cooperar con Irán en todos los terrenos. Lula expresó en su programa de radio que sería bueno organizar un partido de fútbol entre la selección brasileña y un combinado de israelíes y palestinos. Se trataría de la diplomacia del fútbol, en vez de la del ping-pong de Nixon y Mao.

http://www.monthlyreview.org/mrzine/escobar251109.html